Rezando pra deixar de ser ingênua.
Ainda sem resposta.
Câmbio.
Desligo.
É nessa horas que Marta compreende o que Cartola quis dizer quando cantou "O mundo é um moinho".
....
"Quis nunca te perder
Tanto que demais
Via em tudo o céu
Fiz de tudo o cais
Dei-te pra ancorar
Doces deletérios
Eu quis ter os pés no chão
Tanto eu abri mão
Que hoje eu entendi
Sonho não se dá
É botão de flor
O sabor de fel
É de cortar.
Eu sei é um doce te amar
O amargo é querer-te pra mim
O que eu preciso é lembrar, me ver
Antes de te ter e de ser teu, muito bem
Quis nunca te ganhar
Tanto que forjei
Asas nos teus pés
Ondas pra levar
Deixo desvendar
Todos os mistérios
Sei, tanto te soltei
Que você me quis
Em todo lugar
Lia em cada olhar
Quanta intenção
Eu vivia preso
Eu sei, é um doce te amar
O amargo é querer-te pra mim
Do que eu preciso é lembrar, me ver
Antes de te ter e de ser teu
O que eu queria, o que eu fazia, o que mais?
Que alguma coisa a gente tem que amar, mas o quê?
Não sei mais
Os dias que eu me vejo só
São dias que eu me encontro mais
E mesmo assim eu sei tão bem
existe alguém pra me libertar..."
(Amarante)
...
Marta reflete: "bem que eu gostaria de cantar uma outra coisa já que não me tornei uma rã de cachecol consumida pela umidade. Alguma coisa do tipo: 'pra nós, todo o amor do mundo. pra eles, o outro lado. eu digo mal me quer, ninguém escapa ao peso de viver assim, ser assim. eu não. prefiro assim com você, juntinho, sem caber de imaginar. até o fim raiar' (Camelo). mas enfim, o mundo é um moinho".
...
Los hermanos é clichê porém lindo e confortante. E, como diria aquela amiga, ninguém arranca seu nariz, boca ou olhos para ficar diferente dos outros.
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
Ana Cláudia torce pelo bom senso. Quem sabe seja uma virtude para poucos. Quem sabe seja a inteligência dos discretos. Como disse o pai da horda, bom senso é o que há de mais difícil. Sendo um pouco mais otimista, o bom senso pode vir com a maturidade. Ou com a educação. Quem sabe ainda, com a imunização racional, como disse aquele tal de Tim Maia. O caso, talvez, seja distribuir o "Universo em desencanto" pelo distrito federal para que "lendo atingi o bom senso da imunização racional" (Maia).
Um outra proposta seria incluir a matéria "bom senso" no ensino fundamental. Nos casos mais graves, ela deveria se estender para o ensino médio.
Mas o ideal seria que ele viesse de casa, do meio familiar: educar as crianças a terem mais respeito e menos ambição. A desviar o olhar dos seus próprios umbigos ou quem sabe de outras partes do corpo que é melhor não citar nesse momento já que esse pseudoespaçoliteráriodespretencioso está aberto a menores de 16 anos. A questão toda gira em torno de não abdicar dos desejos, a domesticar as pulsões e reconhecer que existe um outro, próximo, semelhante.
Amanda torce também para que toda a questão filosófica de "cada um no seu quadrado" seja levada a sério: KeylaMotta-no-seu-quadrado. KeylaMottanoseuquadrado.
Um beijo grande, com r, a todos, sem crase.
Um outra proposta seria incluir a matéria "bom senso" no ensino fundamental. Nos casos mais graves, ela deveria se estender para o ensino médio.
Mas o ideal seria que ele viesse de casa, do meio familiar: educar as crianças a terem mais respeito e menos ambição. A desviar o olhar dos seus próprios umbigos ou quem sabe de outras partes do corpo que é melhor não citar nesse momento já que esse pseudoespaçoliteráriodespretencioso está aberto a menores de 16 anos. A questão toda gira em torno de não abdicar dos desejos, a domesticar as pulsões e reconhecer que existe um outro, próximo, semelhante.
Amanda torce também para que toda a questão filosófica de "cada um no seu quadrado" seja levada a sério: KeylaMotta-no-seu-quadrado. KeylaMottanoseuquadrado.
Um beijo grande, com r, a todos, sem crase.
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
- Que mania a sua, de fazer retrospectivas a cada passagem de ano marcada culturalmente!
- É mesmo...ano novo e aniversário são épocas de nostalgia!
- Eu penso que isso é besteira. Desconfio até que seja resultado das malditas retrospectivas de fim de ano da Globo, que de algum jeito devem ter marcado o seu imaginário infantil!
Ok! Um pouco de simplicidade para uma questão minimamente neurótica. Mas simplicidades ingênuas nunca devem ter prejudicado alguém, assim eu espero.
Sendo assim, temos cá:
Os primeiros desenhos automobilísticos em pilares, muros e placas de "proibido estacionar".
A primeira casa verdadeiramente montada por ela.
A primeira geladeira-armário.
Os primeiros pensamentos genuínos a respeito da maternidade.
A primeira nebulização.
O primeiro toque em um saxofone.
As primeiras aventuras na pós-culinária.
O primeiro real desejo de união.
Experiências sensoriais primeiras.
Algumas novas experiências musicais.
-Idades ímpares são simpáticas. 15, 19, 21 e 27 são números simpáticos. Anos ímpares também são simpáticos.
- Mas eles pouco coincidem com a idade ímpar?
- Que venha o contínuo de simpatias!
Ufa! E ffffff: faça um pedido e sopre a vela - chegou ao fim o in(sonia)ferno TP(i)M(sonia) astral!
Por que o medo da retrospectiva se, no final, o saldo é positivo?
"When I get older losing my hair,
Many years from now,
Will you still be sending me a valentine
Birthday greetings bottle of wine?
If I'd been out till quarter to three
Would you lock the door,
Will you still need me, will you still feed me,
When I'm sixty-four?
oo oo oo oo oo oo oo oooo
You'll be older too, (ah ah ah ah ah)
And if you say the word,
I could stay with you.
I could be handy mending a fuse
When your lights have gone.
You can knit a sweater by the fireside
Sunday mornings go for a ride.
Doing the garden, digging the weeds,
Who could ask for more?
Will you still need me, will you still feed me,
When I'm sixty-four?
Every summer we can rent a cottage
In the Isle of Wight, if it's not too dear
We shall scrimp and save
Grandchildren on your knee
Vera, Chuck, and Dave
Send me a postcard, drop me a line,
Stating point of view.
Indicate precisely what you mean to say
Yours sincerely, Wasting Away.
Give me your answer, fill in a form
Mine for evermore
Will you still need me, will you still feed me,
When I'm sixty-four?"
(Lenno & McCartney)
- É mesmo...ano novo e aniversário são épocas de nostalgia!
- Eu penso que isso é besteira. Desconfio até que seja resultado das malditas retrospectivas de fim de ano da Globo, que de algum jeito devem ter marcado o seu imaginário infantil!
Ok! Um pouco de simplicidade para uma questão minimamente neurótica. Mas simplicidades ingênuas nunca devem ter prejudicado alguém, assim eu espero.
Sendo assim, temos cá:
Os primeiros desenhos automobilísticos em pilares, muros e placas de "proibido estacionar".
A primeira casa verdadeiramente montada por ela.
A primeira geladeira-armário.
Os primeiros pensamentos genuínos a respeito da maternidade.
A primeira nebulização.
O primeiro toque em um saxofone.
As primeiras aventuras na pós-culinária.
O primeiro real desejo de união.
Experiências sensoriais primeiras.
Algumas novas experiências musicais.
-Idades ímpares são simpáticas. 15, 19, 21 e 27 são números simpáticos. Anos ímpares também são simpáticos.
- Mas eles pouco coincidem com a idade ímpar?
- Que venha o contínuo de simpatias!
Ufa! E ffffff: faça um pedido e sopre a vela - chegou ao fim o in(sonia)ferno TP(i)M(sonia) astral!
Por que o medo da retrospectiva se, no final, o saldo é positivo?
"When I get older losing my hair,
Many years from now,
Will you still be sending me a valentine
Birthday greetings bottle of wine?
If I'd been out till quarter to three
Would you lock the door,
Will you still need me, will you still feed me,
When I'm sixty-four?
oo oo oo oo oo oo oo oooo
You'll be older too, (ah ah ah ah ah)
And if you say the word,
I could stay with you.
I could be handy mending a fuse
When your lights have gone.
You can knit a sweater by the fireside
Sunday mornings go for a ride.
Doing the garden, digging the weeds,
Who could ask for more?
Will you still need me, will you still feed me,
When I'm sixty-four?
Every summer we can rent a cottage
In the Isle of Wight, if it's not too dear
We shall scrimp and save
Grandchildren on your knee
Vera, Chuck, and Dave
Send me a postcard, drop me a line,
Stating point of view.
Indicate precisely what you mean to say
Yours sincerely, Wasting Away.
Give me your answer, fill in a form
Mine for evermore
Will you still need me, will you still feed me,
When I'm sixty-four?"
(Lenno & McCartney)
sábado, 29 de agosto de 2009

samba azul
como os tons mais azuis
que um pintor andaluz
sutilmente
muito levemente
usou naquelas telas
tudo azul
beija-flor voa ao léu
sobre Vila Izabel
elegante
vai pousar distante
na Portela
a paz recai enfim sobre a cidade
nenhum prenúncio de tempestade
mas do sol do norte ao mar do sul
neste samba azul, tudo azul
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
Quando há dor, o que é que dói?
Quando há cansaço, o que é que cansa?
Quando há procura, o que é que se encontra?
...
Há quem acredite em astrologia e afirme que existem semelhanças cruciais entre pessoas do mesmo signo. Aquele que acredita em astrologia deve reconhecer o inferno astral, algo que dita que, um mês antes do aniversário de cada um o mundo pode ficar, digamos, estranho. E com essa idéia toda de signo, há quem se sinta uma pirataria, uma cópia malfeita, despersonalizada, ouvindo um mesmo discurso repetitivo que outrora fora dirigido a outrem.
Há quem acredite em psicanálise e no seu conceito de identificação: "processo psicológico pelo qual um simples sujeito assimila um aspecto, uma propriedade, um atributo do outro e se transforma, total ou parcialmente, segundo o modelo desse outro" (Laplanche & Pontalis). A identificação pode ocorrer por um traço e pode se dar por aspectos amorosos ou hostis. Eu repito, amorosos e hostis.
Há aquele que sempre achou a identificação muito bonitinha, positivamente constitutiva e agora já não mais vê esse mecanismo da mesma forma.
Deve haver quem faça um paralelo entre o conjunto de sujeitos que faz parte do mesmo signo e a identificação.
Há gente pra tudo! Há até quem dê boas vindas à pulsão de morte e lhe cumprimente com um aperto de mão! Ah! E pasmem: que insiste para que ela fique! E há mesmo quem não aceite a porra de um chá!
Há quem queira jogar a toalha ou pedir matê, como naquela lembrança infantil da lutinha, quando o que havia de positivo da agressão se tornava insuportável.
E há ainda aquele que promete que o alterego só ressurge das chamas, ou melhor, das cinzas, como a consciência gostaria de ter dito, quando o ego sufoca.
Das chamas?
...
Um beijo, fofinhooo e fofinhaaaa, para todos aqueles que estão no seu inferno astral, estejam eles desse ou daquele lado da força. Uma tossida e um catarro (argh, nauseado!) também.
Quando há cansaço, o que é que cansa?
Quando há procura, o que é que se encontra?
...
Há quem acredite em astrologia e afirme que existem semelhanças cruciais entre pessoas do mesmo signo. Aquele que acredita em astrologia deve reconhecer o inferno astral, algo que dita que, um mês antes do aniversário de cada um o mundo pode ficar, digamos, estranho. E com essa idéia toda de signo, há quem se sinta uma pirataria, uma cópia malfeita, despersonalizada, ouvindo um mesmo discurso repetitivo que outrora fora dirigido a outrem.
Há quem acredite em psicanálise e no seu conceito de identificação: "processo psicológico pelo qual um simples sujeito assimila um aspecto, uma propriedade, um atributo do outro e se transforma, total ou parcialmente, segundo o modelo desse outro" (Laplanche & Pontalis). A identificação pode ocorrer por um traço e pode se dar por aspectos amorosos ou hostis. Eu repito, amorosos e hostis.
Há aquele que sempre achou a identificação muito bonitinha, positivamente constitutiva e agora já não mais vê esse mecanismo da mesma forma.
Deve haver quem faça um paralelo entre o conjunto de sujeitos que faz parte do mesmo signo e a identificação.
Há gente pra tudo! Há até quem dê boas vindas à pulsão de morte e lhe cumprimente com um aperto de mão! Ah! E pasmem: que insiste para que ela fique! E há mesmo quem não aceite a porra de um chá!
Há quem queira jogar a toalha ou pedir matê, como naquela lembrança infantil da lutinha, quando o que havia de positivo da agressão se tornava insuportável.
E há ainda aquele que promete que o alterego só ressurge das chamas, ou melhor, das cinzas, como a consciência gostaria de ter dito, quando o ego sufoca.
Das chamas?
...
Um beijo, fofinhooo e fofinhaaaa, para todos aqueles que estão no seu inferno astral, estejam eles desse ou daquele lado da força. Uma tossida e um catarro (argh, nauseado!) também.
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
terça-feira, 2 de junho de 2009

"Um aminoácido é uma molécula orgânica formada por átomos de carbono, hidrogênio, oxigênio, e nitrogênio unidos entre sí de maneira característica. Alguns aminoácidos também podem conter enxofre. Os aminoácidos são divididos em quatro partes: o grupo amina (NH2), grupo carboxílico (COOH), hidrogênio, carbono alfa (todas partes se ligam a ele), e um radical característico de cada aminoácido. Os aminoácidos se unem através de ligações peptídicas, formando as proteínas. Para que as células possam produzir sua proteínas, elas precisam de aminoácidos, que podem ser obtidos a partir da alimentação ou serem fabricados pelo próprio organismo"
(Wikipedia)
Além dos aminoácidos, outros elementos da natureza unem-se entre si de maneira característica e única - já que cada ligação determina um tipo de aminoácido - formando compostos, algo essencial à sobrevivência, como as proteínas, neste exemplo.
Os aminoácidos fazem cléc, no momento das ligações peptídicas.
Cléc. Brrrrr. Mmmmmm. Miau.
Um abraço a todos os fãs das onomatopéias.
O som. A imagem acústica. O significante. O S1. A marca. O traço.
Outro abraço àqueles que se deixam levar pelas consequências de uma gaguejada qualquer e assim criam um mundo tralalegal.
Fecha os olhos. Zzzzzz. Shhhhhhhhh.
segunda-feira, 18 de maio de 2009
Havia chegado o momento, os 10 minutos matinais em que Julia subia à biblioteca, sentava-se à mesa e esticava as pernas sobre outra cadeira, por baixo da mesa. Costumava apoiar os cotovelos na bancada, a cabeça na mão esquerda que fazia uma concha em sua bochecha, abria uma pasta com o seu nome, dirigia o olhar para o infinito e entregava-se aos devaneios. Já era a quarta semana que tal procedimento acontecia diariamente. Ocorriam-lhe imagens diversas, alucinações sensoriais e olfativas, sabores, sons, sorrisos, rubores, gargalhadas e alterações na respiração. Fechava os olhos. às vezes pelo sono que sentia e em outros momentos como o objetivo de vetar um sentido para aguçar outros. Refletia, especialmente a respeito de duas idéias que ouvira de mulheres experientes e outrora descartava por não parecer fazer sentido mas que neste momento encaixavam-se, clareavam e até mesmo tranquilizavam suas inquietudes. Idéias que diziam respeito a pontos organizadores de um mundo particular - tralalelo (?) - e geração de vida.
Julia nunca propagandeou tanto a respeito do quanto viver pode ser bom. Do quanto pode ser divertido, calmo, levemente doloroso, confuso, surpreendente e incrivelmente intenso e tranquilo. Parece ter encontrado o que sempre desejou: uma intensidade tranquila ou uma tranquilidade intensa, ainda não sabe bem. Mas tem visto que ambas podem caminhar de mãos dadas.
Gostaria de poder agradecer ou atribuir a alguém as maravilhas do encontro com tal estado de espírito. Talvez a Deus ou ao outro lado, ao destino, à sorte, às circunstâncias, à numerologia, à astrologia ou a quem quer que seja - "Consta nos mapas, nos lábios, nos lápis, consta nos ovnis, no Pravda, na vodca. Eu li num anúncio, eu vi no espelho, tá lá no evangelho, garantem os orixás: serás o meu amor, serás a minha paz" (Buarque). Mas parece que nada disso basta para justificar.
Julia tem constatado que realmente não há sentido para tudo, que há experiências nas quais as palavras não tem alcance e que isso que fica de pulsional pode ser maravilhoso. Se algo pode justificar o encantamento, caberiam aqui os objetos da pulsão como o olhar e a voz. Uma voz amendoada e um olhar de veludo. Quem sabe aí esteja a questão.
Julia nunca propagandeou tanto a respeito do quanto viver pode ser bom. Do quanto pode ser divertido, calmo, levemente doloroso, confuso, surpreendente e incrivelmente intenso e tranquilo. Parece ter encontrado o que sempre desejou: uma intensidade tranquila ou uma tranquilidade intensa, ainda não sabe bem. Mas tem visto que ambas podem caminhar de mãos dadas.
Gostaria de poder agradecer ou atribuir a alguém as maravilhas do encontro com tal estado de espírito. Talvez a Deus ou ao outro lado, ao destino, à sorte, às circunstâncias, à numerologia, à astrologia ou a quem quer que seja - "Consta nos mapas, nos lábios, nos lápis, consta nos ovnis, no Pravda, na vodca. Eu li num anúncio, eu vi no espelho, tá lá no evangelho, garantem os orixás: serás o meu amor, serás a minha paz" (Buarque). Mas parece que nada disso basta para justificar.
Julia tem constatado que realmente não há sentido para tudo, que há experiências nas quais as palavras não tem alcance e que isso que fica de pulsional pode ser maravilhoso. Se algo pode justificar o encantamento, caberiam aqui os objetos da pulsão como o olhar e a voz. Uma voz amendoada e um olhar de veludo. Quem sabe aí esteja a questão.
segunda-feira, 11 de maio de 2009
Para o rei da onomatopéia
"Pra ser um rei é só sorrir com amor" (Luis, P.)
Minha folia
É a rainha
Que faz coroação
E seu cortejo
Traduz desejo
Alegra o coração que vai
Devagarinho
Deixando o ninho
Buscando a imensidão
Passeio breve
Seu passo é leve
Compasso de canção
Vem
Pedir passagem
Seguir viagem
Até um clarear
De cor tão bela
Qual aquarela
Eu quero ofertar pra ti
Todos os brilhos
Todos os filhos
Nascidos do cantar
Eu trago a prenda
E a oferenda
Te tiro pra dançar
Dança de rei
Coisa de Deus
Deixa eu ser seu par já
Rosa de luz
Rindo pro céu
Quero cortejar e louvar
Agradecido
Brindo ao destino
Com versos que colhi
Pelo caminho
Desde menino
Poetas que ouvi
Me dão tecido nobre
De ouro e cobre
Com rendas que escolhi
Eu faço o manto
Junto ao meu canto
E ofereço a ti
Na despedida
A estrada é linda
Pra sempre um caminhar
E sopra o vento
Do encatamento
Certeza de voltar
É bom que seja logo
Aos céus eu rogo
Que eu volte para ver
Tanta beleza
Luz da nobreza
Pra sempre eu quero ter
Você e eu
(idem)
O equilíbrio. Com pequenas e sutis rachaduras no vitral da responsabilidade, para construir.
"Pra ser um rei é só sorrir com amor" (Luis, P.)
Minha folia
É a rainha
Que faz coroação
E seu cortejo
Traduz desejo
Alegra o coração que vai
Devagarinho
Deixando o ninho
Buscando a imensidão
Passeio breve
Seu passo é leve
Compasso de canção
Vem
Pedir passagem
Seguir viagem
Até um clarear
De cor tão bela
Qual aquarela
Eu quero ofertar pra ti
Todos os brilhos
Todos os filhos
Nascidos do cantar
Eu trago a prenda
E a oferenda
Te tiro pra dançar
Dança de rei
Coisa de Deus
Deixa eu ser seu par já
Rosa de luz
Rindo pro céu
Quero cortejar e louvar
Agradecido
Brindo ao destino
Com versos que colhi
Pelo caminho
Desde menino
Poetas que ouvi
Me dão tecido nobre
De ouro e cobre
Com rendas que escolhi
Eu faço o manto
Junto ao meu canto
E ofereço a ti
Na despedida
A estrada é linda
Pra sempre um caminhar
E sopra o vento
Do encatamento
Certeza de voltar
É bom que seja logo
Aos céus eu rogo
Que eu volte para ver
Tanta beleza
Luz da nobreza
Pra sempre eu quero ter
Você e eu
(idem)
O equilíbrio. Com pequenas e sutis rachaduras no vitral da responsabilidade, para construir.
segunda-feira, 4 de maio de 2009
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