segunda-feira, 29 de setembro de 2008


We spend our money on guitars, write songs about our broken hearts
we're shit city stars
and when we don't we're still aware that we're pop revolutionaries
aren't we cool?
some say we pretend we live in a dream world
we don't think so
rule number 1 pretend it's fun
ok now
chances are we might be stars and live forever
chances are we might be stars beloved forever
chances are we might be stars and shine until
we fall down
we know the faces one should know, we know the places where to go
we're on the radio
we never stop we carry on, pretending life is like a song
aren't we cool?
some say we pretend we live in a dream world
we don't think so
rule number 10 let´s try again
(Wiksten)

quarta-feira, 24 de setembro de 2008


Apesar de uma baixíssima exigência no quesito cinema e uma aversão significativa a críticas, aqui está Once porque Apenas uma vez quantas nores, no quase - quem s dias?iador de boa mquer e, definitivamente, n soaria como um filme qualquer e, definitivamente, não se trata disso. O filme é quase um ensaio que encanta todo apreciador de boa música. E a história de amor fica na pulsação ou, aproveitando idéias anteriores, no quase - quantas não há?

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Quando Gilberto avistou Angela de longe, começou a cantarolar baixinho, desejando sussurrar-lhe no ouvido:

“Don´t you wanna come with me
Don´t you wanna feel my bones
On your bones
It´s only natural
Come and take a swim with me
Don´t you wanna feel my skin
On your skin
It´s only natural”
(Flowers)

Na segunda parte do refrão Gilberto diminuiu seu tom de voz. Angela deu-lhe às costas, caminhando em direção a Romeu.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Às 3h da madrugada Ana acordou assustada com um barulho dentro da sua casa. Olhou ao redor, imaginou que fosse o vento ou os vizinhos de cima chegando de uma noitada. Voltou a dormir, sentindo-se desconfortável e desconfiada. Adormeceu levemente. Novamente ouviu um barulho, virou-se em direção a porta e viu uma pessoa, fantasiada de leão, lhe espiando. Fazia um sinal com a mão para que ela ficasse calada. Ana não conseguiu dizer nada, ficou paralisada de medo, olhando fixo naquela direção. O homem-leão deu um passo para o lado e desapareceu.

Ana quis levantar-se da cama, andar pela casa para ver se o encontrava mas não conseguiu. Estava impedida de falar e de se mexer. Começou a rezar para que o sono lhe derruba-se e ela pudesse esquecer aquele homem. (Quem disse que era um homem?)

No dia seguinte levantou-se cedo. Andou pela casa com cuidado, em silêncio, verificando cada canto do ambiente. Tentou pensar em outras coisas porém aquela imagem invadia seus pensamentos.

Tocou o telefone. Regina, do outro lado da linha perguntava se Ana tinha planos para a tarde:

- Vamos nadar? Já combinei com a Sara, o Fê e a Denise.

Ana não queria sair de casa mas sentia medo de ficar só. Aceitou o convite. Preparou sua mochila com o maiô, a toalha, o kit de higiene e os chinelos de dedo.

Encontraram-se no clube, divertiram-se, brincaram na piscina como se fossem crianças, após 1 hora de exercício. Ao sair da piscina, Ana sentia-se como se tivesse deixado aquela imagem dentro da água, sentia-se leve, alegre, sem medo.

Sara ofereceu uma carona para todos, combinaram que passariam na casa de Ana para conhecer seu novo apartamento, já que havia se mudado recentemente. No trajeto, Ana, Regina, Sara, Denise e Fé cantarolaram uma música que tocava na rádio:

“Sem esconder não vou negar o quanto gosto de você, assiiiiim”

Sara estacionou na garagem do prédio de Ana já que ela não a utilizava. Subiram pelas escadas e, ao chegar no seu andar, Ana estremeceu: a fantasia do homem-leão estava em cima do tapete, na porta de entrada da casa. Quase desmaiou, faltou-lhe ar. Seus amigos acharam graça inicialmente, imaginando que se tratava de uma brincadeira sua. Logo perceberam que algo estava errado. Não questionaram, pediram-lhe a chave, entraram na casa e Regina preparou um copo de água com açúcar. Ana pediu que Regina dormisse com ele naquela noite.

Ás três da manhã, na madrugada seguinte, Ana acordou de supetão, sentiu medo de virar na direção da porta porém o fez. Lá estava o homem-leão. Fez-lhe o mesmo sinal com a mão, deu um passo para o lado e desapareceu.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008


Estela Bottero colhe os frutos do amadurecimento, digo, envelhecimento.

...

Hoje todos os meus olhares se voltam para elas.
A mais velha, aquele anjo que "ao subir ao céu virou estrela-guia" (JZ) completaria 80 anos.
80 anos de luz.
Há pouco mais de 5 anos essa luz me ilumina de um modo particular, de longe. Eu sinto falta daquela risada aguda, do cheiro dos bolos e biscoitos, do toque e da gaita de boca.
A do meio resplandece mais perto, me ilumina com uma distância maior que eu gostaria. A saudade é do cheiro bom, do cantarolar e do carinho sem medida.
Sinto um privilégio - e um fardo - por carregar um tanto de cada uma nesse fato que alguns podem chamar de coincidência - e que no meu rascunho eu havia escrito consciência (?):

" I may not always love you
But long as there are stars above you
You never need to doubt it
I'll make you so sure about it
God only knows what I'd be without you

If you should ever leave me
Though life would still go on, believe me
The world could show nothing to me
So what good would livin' do me
God only knows what I'd be without you"
(Wilson)

sábado, 13 de setembro de 2008


Chicas

Um patchwork do show:

"Menina, amanhã de manhã,
quando a gente acordar
quero lhe dizer que a felicidade vai
desabar sobre os homens" (Zé)

"Quem se atreve a me dizer
do que é feito o samba
quem se atreve a me dizer?" (Camelo)

"E de uma coisa fique certo amor
a porta vai estar sempre aberta amor
o meu olhar vai dar uma festa amor
na hora em que você chegar" (Soares)

"Agora falando sério
eu queria não cantar
a cantiga bonita
que se acredita
que o mal espanta" (Buarque)

E enfim...um pouco mais de paciência...

"Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
até quando o corpo pede um pouco mais de alma
eu sei
a vida não pára" (Lenine)

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

"Em grego, pharmakon (fármaco, remédio) tanto significa remédio, como veneno. muitas vezes aquilo que parece um remédio, por vezes miraculoso, acaba por se revelar um perigoso veneno" (http://madamastor.blogspot.com)

Droga é pharmakon. Quimioterapia também. Amor é pharmakon.

E tem mais (ainda). Hoje me sinto do outro lado do quase.

"Eu encontrei o amor
E foi como quebrar os dentes
O amor foi como um acidente
Foi cortante e de repente
O amor foi como um acidente
E olha o que restou
do amor
Eu desviei do amor
E foi como bater de frente
O amor foi como um acidente
Foi cruel e inconseqüente
O amor foi como um acidente
E ninguém se salvou
do amor"
(Bloch, T.)

* O conceito de pharmakon é trabalhado em "A farmácia de Platão" a partir da leitura feita por Derrida do texto platônico.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Em tempos de promessa do tudo, resolvo homenagear o permanente quase. Essa, aliás, é uma idéia quase original já que foi inspirada no “samba do quase” (Adnet, 2008). Falando em samba, hoje vi um homem quase igual ao Cartola no ônibus.
O fim de semana passado foi quase perfeito, após termos quase deixado o samba morrer, meu peito quase explodiu de alegria. Encontrei quase todas as pessoas que eu amo. E foi graças ao quase que, quando entrei no outro ônibus, quase chorei. Lá dentro as lágrimas rolaram.
E para este texto, que está quase terminando, me apego àquilo que serve para quase tudo:

“Estamos quase sempre otimistas
Tudo vai dar quase certo
Pois o ano esta quase acabando
Depois temos quase certeza
Que dentro em breve teremos um quase
Alegre carnaval
Por pouco não trouxemos o penta
Quase acertamos na loto
Quase compramos a casa
Quase ganhamos o carro
(...)
Por pouco não ganhamos o Oscar
Quase ficamos no emprego
Quase pagamos a dívida
Quase evitamos a falência
(...)
Votamos no quase honesto, pois quase confiamos nele
Acabamos de entrar pelo cano
Por pouco não reagimos, quase nos revoltamos
Mas quase confiamos na justiça e na sorte”

(Zeroquatro, F.)

quinta-feira, 4 de setembro de 2008


"E assim persisto e acredito pelo lado mais normal, nem só lamentos e conquistas vão aparecer. Fazer de conta, ir embora, não dar bola pra você. O bom juízo é o aviso do que pode acontecer. Hey mister! Vê se acorda e não demora! Pois a hora é agora depois não posso mais... " (JZ, 2002)

terça-feira, 2 de setembro de 2008


Caravaggio - O mito de Narciso

- Sabe do que eu tenho medo?
- Humm..
- De estar deixando a vida passar...
- Mas a vida vai passar, você deixando ou não!

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Adaptando: de artista e monstro todo mundo tem um pouco!

http://blog.uncovering.org/archives/2007/04/um_artista_quas_1.html

"E o próximo instante eu sei, é quase lá"
(Camelo, M.)