quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Em tempos de promessa do tudo, resolvo homenagear o permanente quase. Essa, aliás, é uma idéia quase original já que foi inspirada no “samba do quase” (Adnet, 2008). Falando em samba, hoje vi um homem quase igual ao Cartola no ônibus.
O fim de semana passado foi quase perfeito, após termos quase deixado o samba morrer, meu peito quase explodiu de alegria. Encontrei quase todas as pessoas que eu amo. E foi graças ao quase que, quando entrei no outro ônibus, quase chorei. Lá dentro as lágrimas rolaram.
E para este texto, que está quase terminando, me apego àquilo que serve para quase tudo:

“Estamos quase sempre otimistas
Tudo vai dar quase certo
Pois o ano esta quase acabando
Depois temos quase certeza
Que dentro em breve teremos um quase
Alegre carnaval
Por pouco não trouxemos o penta
Quase acertamos na loto
Quase compramos a casa
Quase ganhamos o carro
(...)
Por pouco não ganhamos o Oscar
Quase ficamos no emprego
Quase pagamos a dívida
Quase evitamos a falência
(...)
Votamos no quase honesto, pois quase confiamos nele
Acabamos de entrar pelo cano
Por pouco não reagimos, quase nos revoltamos
Mas quase confiamos na justiça e na sorte”

(Zeroquatro, F.)