segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

- pão de queijo (8 unidades)
- gelatinha (sabor framboesa)
- suco de soja (sabor abacaxi)
- sorvete (pote 2 litros, sabor flocos)
- pão de leite (1 unidade)
- milho (2 latas)
- pipoca (2 unidades, de manteiga)
- chá (1 caixa, sabor camomila)
- vinho tinto seco (3 garrafas)
- nata (1 pote)
- geléia de morango (1 unidade)
- maionese (1 vidro)
- queijo prato e mussarela (2 bandejas)
- tomate (4 peças)
- coca-cola (1 garrafa de 2l)
- café (1 unidade, 500g)
- leite semi-desnatado (2 unidades)

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

É, a mudança! Bendita, bem vinda, divina mudança!

É tempo de comprar um biquíni, enfrentar o sol e observar as sardas triplicarem naquele mesmo rosto pálido do ano passado. E aceitá-lo!
É tempo de escutar as mesmas bandas de sempre que, de repente, tornaram-se especiais. É tempo de pensar que todas as músicas dizem respeito, quase como uma paranóia. Mas que nenhuma de fato se encaixa numa história que é de uma pessoa só. É tempo de ouvir o novo disco do vocalista mais sexy de todos os tempos.
É tempo de pegar um táxi com a reencarnação do Tim Maia, com direito a camisa preta de cetim com bolinhas brancas e obesidade mórbida.
É tempo de comer batata frita com coca-cola e sorvete de abacaxi.
É tempo de procurar a água que acalma, sentir os dedos murcharem, o esmalte nas unhas descascar. É tempo de flutuar levemente.
É tempo de desatenção, de esquecer-se, de estar com o pensamento em 1979 lugares.
É tempo de cantarolar sozinha e baixinho, preocupar-se com o viúvo e com a febre.
É tempo de introspecção, de silenciar, de observar as pequenas manias de cada um: um piscar diferente, um riso motivado por alguma lembrança particular, um virar os lábios para o lado direito. Ainda, é tempo de diferenciar direito e esquerdo, localizar-se espacialmente e dirigir (dirigir o que? Re-dirigir?).
É tempo de re-tudo. Reorganizar, re-planejar, re-decorar, renascer, readaptar-se, reencontrar, a Renata.
É tempo de tomar cerveja com a tia ou com a mãe, de fazer as malas, de estar entre muitos mas estar a parte. De trocar presentes, aqueles que não serviram, e de receber, aqueles mais especiais que, como diria Pedro Luis, “basta um papel e uma caneta”.
É tempo de estar só!

“Posso estar só
Mas sou de todo mundo
Por eu ser só um
Ah nem! Ah não! Ah nem dá!
Solidão
Foge que eu te encontro
Que eu já tenho asa
Isso lá é bom?
Doce solidão”
(Camelo)

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008


"tinha cá pra mim
que agora sim
eu vivia enfim
um grande amor
mentira
me atirei assim
de trampolim
fui até o fim
um amador
passava o verão
a água e pão
dava o meu quinhão
pro grande amor
mentira
eu botava a mão
no fogo então
com meu coração
de fiador
hoje eu tenho apenas uma pedra no meu peito
exijo respeito, não sou mais um sonhador
chego a mudar de calçada
quando aparece uma flor
e dou risada do grande amor
mentira"
(Buarque)

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

a calma é surpreendente
(CK)

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

"Daqui desse momento
Do meu olhar pra fora
O mundo é só miragem
A sombra do futuro
A sobra do passado
Assombram a paisagem
Quem vai virar o jogo e transformar a perda
Em nossa recompensa
Quando eu olhar pro lado
Eu quero estar cercado só de quem me interessa
Às vezes é um instante
A tarde faz silêncio
O vento sopra a meu favor
Às vezes eu pressinto e é como uma saudade
De um tempo que ainda não passou
Me traz o teu sossego
Atrasa o meu relógio
Acalma a minha pressa
Me dá sua palavra
Sussurre em meu ouvido
Só o que me interessa
A lógica do vento
O caos do pensamento
A paz na solidão
A órbita do tempo
A pausa do retrato
A voz da intuição
A curva do universo
A fórmula do acaso
O alcance da promessa
O salto do desejo
O agora e o infinito
Só o que me interessa"
(Lenine)

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

No início, foi uma trovoada só, com apenas um relâmpago que iluminou toda a casa e, com o barulho estrondoso do trovão, fez tremer as janelas. As crianças se assustaram. A mãe ordenou que elas calçassem os chinelos e que não tomassem banho enquanto durasse a tempestade já que podiam levar um choque. Para a felicidade de muitos, o relâmpago foi fugaz, intenso e instantâneo. Logo passou. Seguiu-se a bonança. E ficou sem chover por um tempo.
Mal sabiam as crianças e a mãe que a trovoada voltaria e duraria mais tempo. Viriam outros relâmpagos e trovões barulhentos mas não tão intensos, menos assustadores e, desta vez, contínuos. Até quando, não sabiam. E não queriam saber pois se seguiram trovoadas diferentes, nas quais a luz do relâmpago transmitia uma espécie de paz e calmaria, como um pôr do sol visto pela janela do apartamento. Quase um efeito placebo para as dores da alma, incertezas e inseguranças. Os pingos de chuva, como metrônomos, marcavam o tempo quando caiam na caixa do ar condicionado e hipnotizavam as crianças que dormiam. O estrondo do trovão soava como música com canções estranhas, à la my bloody valentine, mas ainda assim com melodia.

Ah! Se fosse assim...

domingo, 7 de dezembro de 2008

Dica:
* leitura coletiva da obra de Machado de Assis:

www.milcasmurros.com.br

"Caminhamos para o fundo. Passamos o lavadouro; ele parou um instante aí, mirando a pedra de bater roupa e fazendo reflexões a propósito do asseio; depois continuamos. Quais foram as reflexões não me lembra agora; lembra só que as achei engenhosas, e ri, ele riu também. A minha alegria acordava a dele, e o céu estava tão azul, e o ar tão claro, que a natureza parecia rir também conosco." (Assis)

640

Ah! Se assim fosse...

"Ele se chama homem-leão
Passa as noites pelo quarteirão
Ele se chama homem-leão
Ruge alto não tem solução
Devaneio, imaginação
É um sonho ou ilusão
Tanto faz
Eu não sei
Se calou
Na minha porta apareceu a roupa
A fantasia
Fecha os olhos
Shshshshshshshshshsh
Ele se chama homem-leão
Ironia ou perseguição
Ele se chama homem-leão
Ato falho, força de expressão"
(Zoschke, J. & C.)

* eu sei que isso é um tigre!

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008


"vem devagar
pra não se perder
o seu lugar
já está reservado
com todo cuidado
brincar de ser feliz
sempre quis
o meu amor
guardei pra você
e se não for
tento entender
penso esquecer
brincar de ser feliz
sempre quis" (JZ)

uh lá lá lá lá
uh lá lá lá lá
uh lá lá lá lá
lá lá lá lá

* à la pepe le pew!