quarta-feira, 28 de janeiro de 2009


Há tempo o ano não começava tão novo...

Se há algo que encanta na psicanálise é a possibilidade de abrir as portas e deixar entrar o novo, de encantar-se com a novidade, com os movimentos da vida. Seguir essa trajetória ou acompanhar alguém por este caminho é algo magnífico.
Apesar da irmã caçula estar um pouco de lado atualmente devido uma certa impossibilidade de investimentos pulsionais adequados - é a imbecilidade da pulsão não-domesticada - ela permanece no horizonte. Sempre.
Como já disseram por aí: "a novidade era o máximo".

Não é tão novo assim mas merece recomendações:

http://br.youtube.com/watch?v=0rmhYJpfUdc

"Só porque eu te olhei
Você fez que não me viu
Que não podia ver
Já sabendo o que será
Se cada um pensar
Que juntos
Num segundo a mais desse olhar
Se faz um sonho
Que acordado é muito mais do que dormindo"
(Amarante)

Dizem por aí que essa letra foi escrita em setembro de 2008.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

AUTO(IN)SUFICIÊNCIA

Alice sempre pensou que as letras do Chico Buarque, todas aquelas palavras dramáticas sobre (des) amores lhe serviriam para algo quando o dia fatídico chegasse! Imaginava-se escrevendo um e-mail, com algumas palavras em negrito, os dedos tremendo sobre um teclado cheio de lágrimas, soluçando ao cantar, conforme digitava, "devolva o Neruda que você me tomou e nunca leu". Ou, quem sabe, podia mesmo mandar uma carta pelo correio para que causasse ainda mais impacto: palavras do próprio punho, caligrafia irregular, esgoelando-se ao acompanhar a letra: "dei pra maldizer o nosso lar, pra sujar teu nome, te humilhar e me vingar a qualquer preço, te adorando pelo avesso".
Supresas da vida! Percebeu que de dramaqueen não tem muito. Há quem diga que seja racionalidade ou frieza. E há quem não diga por não conhecer!
...
Publicações diárias, hiperatividade internética, correção de textos antigos, pouca concentração, leitura, comida e sono, escrita incorreta e sensação de estar emburrecendo, bipolar bear...afinal, Alice já fora um panda em posts anteriores. Deseja manifestar sua profunda comoção com todos os casos de euforia coletiva ou particular. Isso não é uma ironia! Fica aquela torcida pela melhora. E um nó na garganta.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

- Meu anjo!
- Olá!
- Abençoada, caiu do céu!
- Hehe
- Meu Deus, que loira linda!
- (sorriso amarelo e pensamento: tento ser ruiva, meu bem!)
- E esses olhos brilhantes, verdes, lindos demais!
- Obrigada!
- Maravilhosa! Que cabelo bem cortado! Linda!
- É...
- Se eu fosse homem mesmo me apaixonava por você!

Depois disso ele pediu algumas moedas para uma associação que acompanha soropositivos. Quando Estela olhou para o lado, um tiozinho da idade do seu pai, num carro desses chiquérrimos, piscou pra ela. Eca!
Se ela soubesse que seria tão divertido, teria começado antes! Primeira, segunda, terceira, seta e menos rodopios!
...
- Já cumpriu metas de ano novo, doutora?
- Quem sabe amanhã eu comece e lembre do casaco, do pé quente e da sombrinha. Hoje vai ter que colocar meia na janela.
...
Quer chorar?
Tudo tem estado tão (emo)cionante! Deve ser por causa de hell(p), i need somebody, hell(p)!

http://br.youtube.com/watch?v=KxU20VWeies

"Your love, it takes a little faith
And i know i have to wait my own good time, yes
Your love, i know i can't escape it
And i know that we can make it all work out"
(Iha)

Estela teme ser mal interpretada mas é obrigada a confessar: odeia alguns teenage fanclub(s)! Aliás, desde que deixou de ser uma adolescente, odeia-os.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

HELL(P)

Utilizando um pouco da ins(piração) de Adriana Calcanhotto em "Saga Lusa" - que Estela recomenda! - aí vai:


Imagine um panda bancando a psicóloga/escritora/cantora, vestindo saia cor-de-nada, colar rosa-bebê, tic tac de oncinha (será que é assim, com a reforma da língua portuguesa?), dirigindo no meio da pista, com deslocamentos saltitantes, que quase nada come, pouco dorme e responde monossilabicamente, troca as palavras, anda maldizendo pai e mãe, até a quarta geração, reza para as ausências ou os cancelamentos, chora, ri com o Miro, vive de nostalgia, sente saudade, quer um colo triplho, está tendo um surto com alterações graves de percepção - como já diziam: "se tudo é certo claro e azul, eu vejo com meus outros olhos" (JZ), renega o despertador, tem uma apostila de violão e sensibiliza-se com o barulho da chuva.

Aí está! Uma vaga idéia!

Pandas são aqueles animais que parecem ter olheiras!
São aqueles animais que comem bambu!
Assim como a dinda, que come "babu".

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

happy in galoshes
"now go to sleep gently
you're killing me sweetly
cause i can't find a way
to make you believe"
...i found...
Álbum mais ouvido na casa da Estela nesse início de ano, quando está só. Estela adora esse tal de Scott Weiland, considera-o o segundo vocalista mais sexy e performático de todos os tempos. E talentoso. Quem sabe volte a ter 15 anos - quer dizer, 12, - e cole um pos(t)er dele no seu armário.
Tirando o Sebastian Bach que misteriosamente encarna no moço vez ou outra, o disco é muito bom, ainda mais para uma fã suspeita como Estela para criticar.
Na onda de criticar TODOS - ok, quase - os sons, três estrelinhas coloridas para Scott.
Aliás, Estela pensa que deveria trabalhar como produtora musical já que sempre identifica os singles dos discos antes mesmo de serem lançados. Sim, anda exibida ultimamente. Com dizem uns e outros: "tem coisas que pegam. Outras, te pegam!"
Quem sabe seja uma das novas pretensões para 2009.
Falando nisso, uma das pretensões despretensiosas para o novo ano: conscientize-se, Estela! Aprenda que você mora numa cidade que faz frio e chove. Tenha sempre consigo um casaco, uma sombrinha e meias! Sua garganta e a escova no cabelo agradecem!
Um pouco atrasada, já que só agora a vida de Estela volta à rotina. E veja que ela não estava de férias. Um happy new year, do Madeixas ou do Death Cab for Cutie. Existe algo melhor que férias, ah, se existe!