quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

AUTO(IN)SUFICIÊNCIA

Alice sempre pensou que as letras do Chico Buarque, todas aquelas palavras dramáticas sobre (des) amores lhe serviriam para algo quando o dia fatídico chegasse! Imaginava-se escrevendo um e-mail, com algumas palavras em negrito, os dedos tremendo sobre um teclado cheio de lágrimas, soluçando ao cantar, conforme digitava, "devolva o Neruda que você me tomou e nunca leu". Ou, quem sabe, podia mesmo mandar uma carta pelo correio para que causasse ainda mais impacto: palavras do próprio punho, caligrafia irregular, esgoelando-se ao acompanhar a letra: "dei pra maldizer o nosso lar, pra sujar teu nome, te humilhar e me vingar a qualquer preço, te adorando pelo avesso".
Supresas da vida! Percebeu que de dramaqueen não tem muito. Há quem diga que seja racionalidade ou frieza. E há quem não diga por não conhecer!
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Publicações diárias, hiperatividade internética, correção de textos antigos, pouca concentração, leitura, comida e sono, escrita incorreta e sensação de estar emburrecendo, bipolar bear...afinal, Alice já fora um panda em posts anteriores. Deseja manifestar sua profunda comoção com todos os casos de euforia coletiva ou particular. Isso não é uma ironia! Fica aquela torcida pela melhora. E um nó na garganta.