Utilizando um pouco da ins(piração) de Adriana Calcanhotto em "Saga Lusa" - que Estela recomenda! - aí vai:

Imagine um panda bancando a psicóloga/escritora/cantora, vestindo saia cor-de-nada, colar rosa-bebê, tic tac de oncinha (será que é assim, com a reforma da língua portuguesa?), dirigindo no meio da pista, com deslocamentos saltitantes, que quase nada come, pouco dorme e responde monossilabicamente, troca as palavras, anda maldizendo pai e mãe, até a quarta geração, reza para as ausências ou os cancelamentos, chora, ri com o Miro, vive de nostalgia, sente saudade, quer um colo triplho, está tendo um surto com alterações graves de percepção - como já diziam: "se tudo é certo claro e azul, eu vejo com meus outros olhos" (JZ), renega o despertador, tem uma apostila de violão e sensibiliza-se com o barulho da chuva.
Aí está! Uma vaga idéia!
Pandas são aqueles animais que parecem ter olheiras!
São aqueles animais que comem bambu!
Assim como a dinda, que come "babu".
Aí está! Uma vaga idéia!
Pandas são aqueles animais que parecem ter olheiras!
São aqueles animais que comem bambu!
Assim como a dinda, que come "babu".
