Quando Clarice nasceu todos os astros, junto com a lua-de-sorriso-do-gato-da-alice, numa quarta-feira de madrugada, decidiram que ela seria uma garota cheia de dúvidas.
Clarice cresceu numa estufa sem nunca entender como coisas boas podiam acontecer naquele ambiente. Uma estufa, quem sabe um forno ou ainda uma panela de pressão. Quente, com(pressão). Estufa de praia, perto da praça, da matriz, do charafiz, vindo da serra. Descobriu, há dois dias, reclamando do calor, que o problema não é a estufa em si mas o que se faz dentro dela. Nada de muito brilhante, ok! Pensa agora em, quem sabe um dia, voltar para a estufa. Ou forno, quem sabe ainda, panela de pressão.
Essa garota anda refletindo muito, escrevendo errado, fazendo atos falhos. Não suporta sentir-se insegura, que de fato o é, sempre foi. Deixou-se enganar durante muito tempo por uma maldita auto(in)suficiência. Estela, sua amiga, alertou sobre os perigos dessa armadilha. Dá para suportar? Suporte, Clarice, concentre-se e suporte, uma insegurança por vez, por dia, hora ou minuto. Segundo, quem sabe? É possível!
Clarice deseja com todas as suas forças acreditar nas pessoas, no que elas dizem, nas palavras, nos sentimentos, nos momentos. É surpreendente que não acredite, nem ela mesma crê nessa constatação. Deseja intensamente poder usufruir do que lhe acontece mas peca, sempre. Não usufrui, não se permite. Trava, estraga, teme. Ainda mais quando escuta: "Feelings are intense. Words are trivial. Pleasures remain. So does the pain. Words are meaningless. And forgettable. (nãããããããooooo!) All I ever wanted. All I ever needed. Is here in my arms. Words are very. Unnecessary. They can only do harm" (Gore).
Não! Nega-se. As palavras são reais. Sinceras. Transmitem os fatos. Sim. É isso. As palavras divertem Clarice. Pergunte a três garotas e elas confirmarão.
Implica com pilares, não aqueles de estrutura e base, como andaram cantando por aí. os outros. Com meio-fios, com portões que tem vida própria, com espelhos retrovisores. Não sabe dizer como eles, de repente, surgem na sua frente. Tem vontade de gritar, como uma prima paquita o fez, "sai você!". Mas não o faz! Que péssima mania que os seres humanos tem de não assumir responsabilidades por suas condutas? É sempre o destino, a sorte ou o azar, o poste que surgiu. Clarice sabe de onde eles surgem.
Não faz o tipo "oh céus, ninguém me entende!" mas gostaria que pessoas significativas compreendessem suas atitudes, suas escolhas, a alteridade, a diferença e respeitassem sua autonomia, sua conquista, seus méritos e sua idade. Nao tem grandes pretensões!
"Believe, believe in me, believe, believe..." (Corgan, o original, não o Korgan).
Acredita, vai? Ressoa...ressoa...ressoa...e continua...como o Foo Fighters e o Arkarna. Numa tarde na estufa, com um pouco de vento gelado. Dirigido para o teto, porque é no céu estrelado neon que fica o ar quente.
Tem? Ou têm?
Pera, pera, pera!
Pêra, péra, pera!
Palavras.
Clarice cresceu numa estufa sem nunca entender como coisas boas podiam acontecer naquele ambiente. Uma estufa, quem sabe um forno ou ainda uma panela de pressão. Quente, com(pressão). Estufa de praia, perto da praça, da matriz, do charafiz, vindo da serra. Descobriu, há dois dias, reclamando do calor, que o problema não é a estufa em si mas o que se faz dentro dela. Nada de muito brilhante, ok! Pensa agora em, quem sabe um dia, voltar para a estufa. Ou forno, quem sabe ainda, panela de pressão.
Essa garota anda refletindo muito, escrevendo errado, fazendo atos falhos. Não suporta sentir-se insegura, que de fato o é, sempre foi. Deixou-se enganar durante muito tempo por uma maldita auto(in)suficiência. Estela, sua amiga, alertou sobre os perigos dessa armadilha. Dá para suportar? Suporte, Clarice, concentre-se e suporte, uma insegurança por vez, por dia, hora ou minuto. Segundo, quem sabe? É possível!
Clarice deseja com todas as suas forças acreditar nas pessoas, no que elas dizem, nas palavras, nos sentimentos, nos momentos. É surpreendente que não acredite, nem ela mesma crê nessa constatação. Deseja intensamente poder usufruir do que lhe acontece mas peca, sempre. Não usufrui, não se permite. Trava, estraga, teme. Ainda mais quando escuta: "Feelings are intense. Words are trivial. Pleasures remain. So does the pain. Words are meaningless. And forgettable. (nãããããããooooo!) All I ever wanted. All I ever needed. Is here in my arms. Words are very. Unnecessary. They can only do harm" (Gore).
Não! Nega-se. As palavras são reais. Sinceras. Transmitem os fatos. Sim. É isso. As palavras divertem Clarice. Pergunte a três garotas e elas confirmarão.
Implica com pilares, não aqueles de estrutura e base, como andaram cantando por aí. os outros. Com meio-fios, com portões que tem vida própria, com espelhos retrovisores. Não sabe dizer como eles, de repente, surgem na sua frente. Tem vontade de gritar, como uma prima paquita o fez, "sai você!". Mas não o faz! Que péssima mania que os seres humanos tem de não assumir responsabilidades por suas condutas? É sempre o destino, a sorte ou o azar, o poste que surgiu. Clarice sabe de onde eles surgem.
Não faz o tipo "oh céus, ninguém me entende!" mas gostaria que pessoas significativas compreendessem suas atitudes, suas escolhas, a alteridade, a diferença e respeitassem sua autonomia, sua conquista, seus méritos e sua idade. Nao tem grandes pretensões!
"Believe, believe in me, believe, believe..." (Corgan, o original, não o Korgan).
Acredita, vai? Ressoa...ressoa...ressoa...e continua...como o Foo Fighters e o Arkarna. Numa tarde na estufa, com um pouco de vento gelado. Dirigido para o teto, porque é no céu estrelado neon que fica o ar quente.
Tem? Ou têm?
Pera, pera, pera!
Pêra, péra, pera!
Palavras.
