Quando há dor, o que é que dói?
Quando há cansaço, o que é que cansa?
Quando há procura, o que é que se encontra?
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Há quem acredite em astrologia e afirme que existem semelhanças cruciais entre pessoas do mesmo signo. Aquele que acredita em astrologia deve reconhecer o inferno astral, algo que dita que, um mês antes do aniversário de cada um o mundo pode ficar, digamos, estranho. E com essa idéia toda de signo, há quem se sinta uma pirataria, uma cópia malfeita, despersonalizada, ouvindo um mesmo discurso repetitivo que outrora fora dirigido a outrem.
Há quem acredite em psicanálise e no seu conceito de identificação: "processo psicológico pelo qual um simples sujeito assimila um aspecto, uma propriedade, um atributo do outro e se transforma, total ou parcialmente, segundo o modelo desse outro" (Laplanche & Pontalis). A identificação pode ocorrer por um traço e pode se dar por aspectos amorosos ou hostis. Eu repito, amorosos e hostis.
Há aquele que sempre achou a identificação muito bonitinha, positivamente constitutiva e agora já não mais vê esse mecanismo da mesma forma.
Deve haver quem faça um paralelo entre o conjunto de sujeitos que faz parte do mesmo signo e a identificação.
Há gente pra tudo! Há até quem dê boas vindas à pulsão de morte e lhe cumprimente com um aperto de mão! Ah! E pasmem: que insiste para que ela fique! E há mesmo quem não aceite a porra de um chá!
Há quem queira jogar a toalha ou pedir matê, como naquela lembrança infantil da lutinha, quando o que havia de positivo da agressão se tornava insuportável.
E há ainda aquele que promete que o alterego só ressurge das chamas, ou melhor, das cinzas, como a consciência gostaria de ter dito, quando o ego sufoca.
Das chamas?
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Um beijo, fofinhooo e fofinhaaaa, para todos aqueles que estão no seu inferno astral, estejam eles desse ou daquele lado da força. Uma tossida e um catarro (argh, nauseado!) também.
